É campeão (mais uma vez)!

Mayara Viegas . @1relicario

O Sada/ Cruzeiro venceu o Sesi-SP por 3 sets a 0  e levou o título da Superliga 2013/14.
O Sada/ Cruzeiro venceu o Sesi-SP por 3 sets a 0 e levou o título da Superliga 2013/14.

Queridos leitores, eu não sou esperta. Poderia ter feito bolão com as meninas do Linha apostando que o título da Superliga 2013/14 era Sada/ Cruzeiro. Não fiz, apesar de saber desde o começo da temporada. Poderia, também, ter escrito a matéria antes do jogo e sermos o primeiro blog a noticiar a vitória do time azul celeste. Não o fiz. Mas é isso, meninos e meninas, o time de Contagem levou mais uma. E mais: a única que faltava na temporada. A equipe comandada pelo Marcelo Mendez ganhou tudo. Isso aí, meus amigos: Ganhou tudo o que disputou. E com merecimento. É uma das melhores equipes de voleibol dos últimos tempos e faz jus ao “em time que ganha não se mexe”, que mantém a mesma estrutura há algumas temporadas, só mexendo em alguns elementos. Em quatro anos, o time disputou 15 finais e levou 12 títulos! O título da Superliga foi o quinto em cinco campeonatos na temporada: Mundial de Clubes, o Estadual, a Copa Brasil – tirado do Sesi-SP – e o Sul-Americano. O time campeão de tudo venceu o Sesi-SP na manhã de ontem no Mineirinho – ginásio problemático que não pôde receber sua capacidade máxima por conta de problemas em sua estrutura – e venceu o time visitante por 3 sets a 0. Em momento algum a equipe de Vila Madalena dificultou a vida de Wallace e cia. Murilo, ponta do Sesi, estava visivelmente abatido – o que não é novidade. Lucarelli, maior aposta de Marcos Pacheco, técnico da equipe de São Paulo, estava marcado. O passe do Sesi também não funcionou. A vitória do Sada em cima do Sesi mostra que o time é um exemplo a ser seguido: o Sada, diferente de muitas equipes componentes da Superliga, é um time. Um time com estrutura, com base e investimento. Não é feito apenas de nomes e é mantido por um apaixonado pelo voleibol, Vittorio Medioli, presidente do Grupo Sada. É a prova de que colocar a seleção brasileira de um lado da quadra não vai te assegurar um título. O ranqueamento da CBV talvez seja uma solução para isto. Não, não é justo um time de base, sem patrocínio, jogar contra um time que só tem nomes de seleção brasileira. E quem é que quer acompanhar uma disputa injusta? Há de se mexer na estrutura de muitos clubes, há sim. Um jogador que não se compromete em fomentar o esporte no país, negando ir para “time pequeno”, não merece jogar aqui. Não merece jogar uma Superliga. Que se aposente, que vá jogar lá fora. É esse o espírito do Sada Cruzeiro: o projeto pequeno, que tinha apoio de uma empresa de transportes e ficava na sombra do Minas, maior vencedor do Brasil. Apostou em jogadores que ninguém mais apostaria, como Douglas Cordeiro, Serginho, Filipe, William e que hoje são referência para qualquer amante de Vôlei. Que fez parcerias certas. Que a Superliga – e não só ela, todos os campeonatos e seleções do país – se contamine de espírito de Sada Cruzeiro. E vamos colocar o nome da empresa desse cara que só levanta o nome do esporte na frente do nome da equipe, sim. Afinal, o time não é não é Cruzeiro. É Sada Cruzeiro. Deixo aqui meus votos por, enfim, uma Superliga melhor. Os denúncias e afastamentos da Confederação Brasileira de Vôlei não podem ter sido em vão. Por uma transmissão do campeonato decente, com horários acessíveis, não ridículos como nesta – ora 21h30 para se encaixar na programação do SporTV, ora 9h da manhã para se encaixar na da Globo), com mais jogos transmitidos, não só os dos dos times de do eixo RJ – MG – SP. Por uma final com melhor de três partidas. Por uma democratização na detenção dos direitos de transmissão, afinal o esporte tem bastante público e creio eu que temos espaço em outras emissoras. Por menos mini-seleções brasileiras que treinam em ginásio com ar-condicionado disputando um mesmo campeonatos com times quase sem investimento. Misericórdia do voleibol, CBV!

Melhores do campeonato

Bruno Canuto, do Voltaço,  foi eleito o jogador com melhor recepção da Superliga. Foto: Arquivo Pessoal
Bruno Canuto, do Voltaço, foi eleito o jogador com melhor recepção da Superliga. Foto: Arquivo Pessoal

Saque: Vini – Vôlei Brasil Kirin (Campinas) Ataque: Leal – Sada (Cruzeiro) Recepção: Bruno Canuto – Voltaço (Volta Redonda) Defesa: Rodrigo – São Bernardo Levantador: William – Sada (Cruzeiro) Bloqueio: Gustavão – Vôlei Brasil Kirin (Campinas)

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