Apesar da treta, Brasil é tetra na Copa dos Campeões

Mayara Viegas . @capitolinda

Brasil é tetracampeão da Copa dos Campeões. Foto: Reuters

Primeiramente, peço desculpas ao leitor do blog pela demora na atualização. Mas a justificativa é simples e tenho certeza que me entenderás: sou brasileira. Acordei cedo nos últimos dias e foi dormi tarde, além de enfrentar uma Rússia. Em segundo lugar: Parabéns, meninos. Levantar a cabeça depois de uma derrota para a Rússia não é para qualquer seleção.

Me privarei de comentários sobre o jogo de sábado (23), afinal, todos sabemos que o problema é mais psicológico do que físico (não, não estou dizendo que não temos problemas táticos. Releia a frase). E mais: tendo a seleção brasileira a comissão técnica que tem, quem sou eu para apontar pontos críticos nela?

Falemos da Copa dos Campeões em si: apesar da treta, Brasil é tetra. E ponto. É inegável que os dez anos de supremacia no voleibol da seleção é passado e temos que aceitar. E nos superar.

Bernardinho arriscou, sim, apesar de muitos dizerem que não foi tão drástica a mudança, em levar Evandro e deixar Vissotto, em apostar em Lucarelli e Maurício. Muitos falam da falta de William, mas quem pode dar certeza que os que ficaram salvariam a pátria contra os russos? Afinal, Dante e esses outros tiveram sua chance para se impor a Muserskiy na Liga Mundial esse ano. E Murilo, tão pedido quanto, também esteve com os mesmos na final das Olimpíadas de Londres, que foi tão ou mais traumática que a derrota na Liga.

Não podemos saber se a competição não fosse de pontos corridos, teríamos sido eliminados. São muitos “se”: se Vissotto tivesse ido, se os jogadores não estivessem disputando campeonato nacional com 21 pontos, se Murilo estivesse pronto…

Vale lembrar que para chegarmos na seleção de ouro, passamos por uma de prata. A vida tem dessas coisas e como já disse Marcelo D2, um dia a gente perde, no outro a gente apanha, mas nem por isso fugimos da luta.

Para quem duvidou de Wallace: saiu consagrado do campeonato como melhor oposto, título indiscutível. E o mesmo vale para quem insiste em pegar na mão de Bruno – ó meu Deus, que trocadilho: mais uma vez foi eleito o melhor levantador. Agora, amigos, aceitemos a realidade: não temos Serginho, nem Gustavo, nem os Andrés Nascimento e Heller…

Mas esses meninos são novos, estão se entrosando. Temos central que não bloqueia, mas também temos o maior bloqueador da Superliga passada. Temos um líbero meia boca, mas temos um levantador que defende, levanta  e ataca. Temos Lucarelli, Lucas Lóh e Wallace que não estão prontos, mas que têm bastante tempo para se aperfeiçoar.

A mim também parece que o campeão voltou na Copa dos Campeões.

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