Em Cabo Frio, Brasil leva o 29º título do Sulamericano e confirma presença na Copa dos Campeões, no Japão

Por Mayara Rufino | @capitolinda

Era uma noite de sábado fria no bairro do Portinho, em Cabo Frio. Mas a temperatura no Ginásio Poliesportivo Alfredo Barreto, onde aconteceu a final do Sulamericano, estava nas alturas. Foi o dia do primeiro título da quase nova geração do vôlei brasileiro, que venceu a seleção da Argentina no tie-break.
 
Com o ginásio com sua capacidade máxima, a seleção brasileira foi ouro no Sulamericano. Foto: CBV
Essa foto está aqui por motivos de: achei linda. Foto: CBV/Divulgação
Procura-se um oposto
A seleção brasileira entrou em quadra com Bruno, Vissotto – que não ficou muito tempo, substituído por Wallace, que foi ovacionado pelo público ao entrar -, os centrais Sidão e Lucão, Dante e o líbero Mário Jr. Já os hermanos contavam com Solé, Uriarte – que foi essencial para a vitória dos argentinos no 4º set, levando o jogo para o tie-break -, Romanutti e Pereyra.
 
Los hermanos 
Lucarelli e Quiroga, ex companheiros do VIVO Minas, que se intitulam irmãos, estavam em lados opostos na quadra e quando um ou outro errava ou acertava, rolava uma brincadeira ou sorriso. 
 
Vissoto (6) e Lucão (16) tentam bloquear Quiroga (9). Foto: CBV

Uma coisa que não podemos negar é a ascensão do voleibol argentino, que sempre está na disputa com o Brasil pelo melhor do continente: “A gente sabe que a Argentina é um time muito chato, que já vem brigando há muito tempo em finais importantes. Mas estamos muito focados e preparados. Sabemos que não podemos deixar escapar essa oportunidade. É o começo de um novo ciclo, e vamos correr atrás dessa vitória até o final”, previu Sidão, que recentemente voltou a Seleção depois de três meses e meio afastado por conta de uma uma cirurgia na coluna, em entrevista antes do jogo.


Essa foto está aqui por motivos de: eles são sensacionais. Foto: CBV
Quem tem medo do tie-break?
Sidão estava certo. Os argentinos insistiram. Começaram bem fechando o primeiro set, caíram e quando tudo parecia estar perdido para nossos vizinhos, com dois sets para o Brasil contra um, não é que eles fecharam o 4º set? Apostaram em Quiroga, o nome do jogo, mesmo com todas as vaias da torcida brasileira. Pronto, tie break.
Com muito orgulho, com muito amor

Wallace comemora com Bruno (1): afinados. Foto: CBV

Ao som do grito da torcida, Wallace chamou a responsabilidade do set para si. Com Lucarelli sem confiança e Lucão ficando no bloqueio, foi a vez do oposto brilhar, com suas diagonais lindíssimas.

Salgadinhos
No camarote, Alan, Isac e Renan autografavam camisas enquanto se deliciavam com salgadinhos. Alan, bom camarada toda vida, jogou um dos petiscos para seu companheiro de equipe Maurício Borges, que estava no banco.
Piza, Piza

A Colômbia de Andres Piza (2) é bronze no Sulamericano. Foto: CBV


Nem argentinos, nem brasileiros. Os que fizeram sucesso em Cabo Frio foram os colombianos. Um poço de simpatia, Piza foi o mais assediado pelos presentes no ginásio. A Colômbia ganhou do Paraguai por 3 a 0 e levou o 3º lugar da competição.
Peixinho e comemoração a la Bebeto 
Véspera do dia dos pais, o sábado foi comemorado duplamente pelo Mago. William está esperando a Nina, que chega no final deste mês e fez uma homenagem para a filhota. Lucarelli, de apenas 21 aninhos, bebê toda vida, lembrou do gesto clássico de Bebeto da Copa de 1994 e chamou os outros para reproduzirem – tenho 23 e nunca lembraria de algo que aconteceu quando eu tinha 4 anos. Façam as contas: nossa bandeira brasileira tinha apenas 2 aninhos!
 
Bruno, Lipe, Maurício Borges e Lucarelli comemoram junto com William. (Foto: Gabriel Fricke)
 
Se não tiver peixinho, não é vitoria da seleção brasileira.  Foto: Divulgação CBV
Irmãos e melhores ponteiros
Esse fato em uma palavra: Merecidíssimo.
Em outra: Amor.
Lucarelli (8) e Quiroga (9) recebem o prêmio de melhores ponteiros da competição. Foto: CBV
 

O melhores 

Bruno foi eleito o melhor levantador da competição. Sidão recebeu, além do prêmio de melhor central junto com Solé da Argentina, o de MPV. Mário Jr ficou com o de melhor líbero.

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Publicado por Mayara Rufino

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Nasci Mayara, mas pode me chamar de Capitolinda. Sou formada em Jornalismo, faço pós em Literaturas Portuguesa e Africanas, e apesar de ser sedentária e das letras, sou apaixonada por vôlei.

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