A diáspora brasileira

Mariana Miquelino . @marianagermana

A valorização do vôlei dentro do Brasil é crescente e inquestionável. A competitividade da liga nacional, uma das melhores do mundo, e o bom nível técnico das equipes é um chamariz para atletas estrangeiros, figuras cada vez mais presentes na formação dos times e de nacionalidades tão variadas. Além disso, os jogadores brasileiros de ponta têm recebido salários um tanto quanto elevados (vide o 1,8 milhão que Lucas Saatkamp recebeu para atuar pelo SESI-SP). Tal conjuntura de valorização fez com que o país se tornasse não somente um polo de atração de atletas, mas também de dispersão. O post de hoje se dedica a comentar sobre os filhos da pátria amada que estão atuando no exterior.

Marlon Muraguti Yared

O levantador rumou para o Dínamo Krasnodar, da Rússia, após uma temporada insatisfatória no RJX (temporada 2011/2012). Bem adaptado ao time, tendo inclusive vencido o campeonato russo, Marlon renovou o contrato e permanecerá por mais dois anos em solo europeu.

O jogador recebeu elogios do diretor, Ruslan Olihver: “Para você ter uma equipe completa, é preciso ter um levantador de nível elevado. Marlon é um profissional com letra maiúscula. Em torno dele, você pode construir uma grande equipe”.

Theo Fabricio

Após ser campeão pelo RJX na temporada 2012/2013 da Superliga, Theo busca novas experiências no Castellana Grotte, da Itália. O oposto também já jogou no Japão entre 2009 e 2011.

Raphael Vieira
 
O levantador pode não ser tão íntimo da torcida brasileira justamente pelos seus quase dez anos de atuação no exterior, mas esteve sob o olhar atento de Bernardinho, que incluiu o seu nome na lista dos pré-convocados para a seleção.
 
O atleta jogou pelo clube russo Zenit Kazan de 2004 a 2006. Depois, mudou-se para a Itália, onde defendeu o Callipo Vibo Valentia de 2006 a 2009 e o seu atual time, o Trentino.
João Paulo Bravo
 
Jogador convocado em algumas ocasiões para a seleção, João Paulo tem passagens pela Bélgica e Itália, mas atualmente representa o time turco Arkas Spor, o qual foi campeão pela liga do país.
 
Foi um dos jogadores cotados pela diretoria do SESI-SP para integrar o quadro de reforços que o clube vem montando para a próxima temporada as Superliga.
Luiz Felipe Fonteles
 
Mais conhecido como Chupita, Lipe buscou ares poloneses após jogar pelo RJX (temporada 2011/2012), sendo contratado pelo Zaksa Kedzierzyn-Kozle. O atleta foi um dos destaques individuais do time campeão da liga do país e está arrumando as malas rumo à Turquia, onde vestirá a camisa do Fenerbahçe. Além disso, aparece na lista dos convocados por Bernardinho para a Liga Mundial 2013.
Érika Coimbra
 
Após a traumática experiência no Azerbaijão, em que a jogadora teve que operar um coágulo na perna ocasionado por um acidente dentro de quadra, Érika foi campeã na liga polonesa pelo Atom Sopot.
 
A atleta detentora do recorde de maior pontuadora da Superliga (3381 pontos) não descarta a possibilidade de retornar ao Brasil: “Estou em plena forma e tenho o sonho de voltar a jogar a Superliga. Além disso, ficar mais perto da família, amigos e fãs é fundamental para mim”.
Paula Pequeno
 
Depois de jogar na extinta equipe feminina do Vôlei Futuro (temporada 2011/2012), a bicampeã olímpica assinou contrato com Fenerbahçe até o meio deste ano. A sua atuação, contudo, foi um tanto decepcionante, a exemplo da ocasião em que marcou apenas três pontos em uma partida.
 
Em entrevista, a atleta já deu a entender que gostaria de trabalhar com o Bernardinho no Unilever: “ele é um exemplo de profissional. O admiro muito e, tendo em vista todos os títulos em sua carreira, não há dúvidas sobre a sua competência e eficiência. Eu aprenderia muitas coisas com ele”.
Mari Steinbrecher
 
A atleta atuou ao lado de Paula Pequeno no Fenerbahçe e também apresentou um rendimento abaixo do esperado. Durante um dos jogos, Mari acabou rompendo o ligamento do joelho e ficará afastada das quadras por, pelo menos, seis meses.
 
A campeã olímpica comentou o ocorrido em entrevistas e agradeceu a solidariedade dos fãs: “eu fiquei três semanas para conseguir uma  reunião com o presidente do clube, tudo muito burocrático e difícil. Fiquei muito triste com a lesão porque poderia ter sido evitada, o ginásio estava muito sujo, e já tínhamos alertado sobre isso. O Dr. Ney disse que preciso controlar minha ansiedade. Como me recupero bem de lesões e da outra vez voltei em cinco meses, estou apostando que agora não será diferente. Quero voltar a jogar o mais rápido possível. Obrigada a todos que torceram por mim e mandaram mensagens de apoio. Essa força é muito importante nos momentos difíceis. Logo, logo estarei de volta – acrescentou a atleta de 29 anos“. 
 
Quando questionada acerca dos planos de aposentadoria, Mari disse que ainda não é o momento e que cogita retorno ao Brasil e até mesmo transferência para o vôlei de praia: “acho que é cedo para pensar nisso, ainda tenho 29 anos. Se Deus permite que isso aconteça comigo, ele também vai permitir que fique boa de novo. A minha primeira lesão foi assustadora, foi tudo muito louco, mas agora já sei o que preciso fazer. Já conheço a rotina, sei que será dolorido, mas é o meu trabalho, eu dependo dele, e farei de tudo para estar de volta. Eu ainda não negociei com nenhum clube, mas já expressei  minha vontade de voltar a jogar no Brasil. O vôlei de praia também é uma opção, eu adoro desafios, mas depende do que me for proposto”.
 
Fernanda Garay 
 
 
Após ser eleita a melhor a melhor atacante da Superliga 2012/2013 jogando pelo Sollys/Nestlé e conquistar um papel fundamental na seleção brasileira, Garay se prepara para novas experiências no exterior. Almejada pelo Rabita Baku, do Azerbaijão, acabou assinando contrato com o Fenerbahçe, time com um histórico de brasileiras em sua composição. Fernanda passa ser a jogadora brasileira mais bem paga no cenário mundial: por dez meses de contrato, receberá algo em torno de 1,3 milhão de reais.
 
A atleta comentou a mudança de clube em entrevistas: “No momento meu foco é todo seleção. Como já joguei uma temporada no Japão, a ansiedade não é tão grande. Vou em busca desse novo desafio no exterior, dessa vez na Turquia. Espero seguir vencendo e corresponder às expectativas de quem me contratou. Será uma boa experiência, vou aprender muito dentro e fora de quadra. Já fiquei sabendo que a estrutura do Fenerbahçe é excelente e espero manter meu alto rendimento para continuar na Seleção e ter meu espaço no clube”.
 
A atacante demonstrou gratidão pelo período em que esteve jogando pelo Sollys: “em Osasco, eu vivi alguns dos melhores momentos da minha carreira. Ganhei títulos, disputei minha primeira final de Superliga, ganhei projeção e joguei com maravilhosas atletas. Foi marcante. Deixo meu agradecimento ao clube e ao torcedor, que sempre me trataram com respeito e profissionalismo”.
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