Superliga Feminina 2012/13 tem nona final entre Sollys/Nestlé e Unilever com Fofão consagrada, aos 43 anos

Mariana Miquelino
A Superliga Feminina 2012/2013 terminou com certo clima de surpresa. A vitória do Unilever, depois de já ter perdido dois sets, sobre o Sollys/Nestlé não era esperada nem mesmo pelos torcedores do time carioca. Definitivamente foi um dia de superação tanto física quanto emocional para as jogadoras que defenderam a camisa azul.
Outro aspecto que surpreendeu foi a boa atuação da levantadora Fofão, 43 anos, que sofria com um desconforto na panturrilha. Contrariando a opinião de muitos acerca de sua idade, liderou a recuperação de sua equipe na partida, faturando ainda o Troféu VivaVôlei, que premia o melhor desempenho em quadra. Além disso, conquistou um feito inédito: é a atleta mais velha a ganhar a Superliga.
Entretanto, passado o momento de euforia, uma análise cautelosa do campeonato e de seu histórico faz com que nos questionemos sobre o futuro da competição e o papel da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) como órgão fiscalizador. Será mesmo justa a realização de nove finais consecutivas entre as equipes destacadas? 
É bem verdade que a escalação dos times é limitada por um ranking divulgado pela CBV, no qual as atletas recebem uma nota de 0 a 7 de acordo com a sua qualidade técnica, carreira e o desempenho na temporada anterior. Cada time pode contratar apenas três jogadoras que obtiveram a pontuação máxima, somando um total de 32 pontos pelo grupo. Contudo, tal mecanismo não impediu que o Sollys/Nestlé entrasse em quadra com um elenco que parecia ser a seleção nacional. E não é por ser carioca que faço a crítica: o Unilever esteve na mesma situação em anos prévios. A questão foi levantada por Zé Roberto Guimarães, técnico da equipe Vôlei Amil e também encarregado do comando da seleção, em uma entrevista à emissora SporTV e de fato a eficácia do sistema deveria ser reavaliada.
A premiação das melhores jogadoras da temporada foi dominada pelas representantes do time paulista: Fabíola (melhor levantadora), Fernanda Garay (melhor atacante), Camila Brait (melhor defesa) e Jaqueline (melhor recepção) levaram troféus individuais para casa. Também se destacaram Neneca, do Rio do Sul, com melhor saque e Juciely, do Unilever, com melhor bloqueio. 
A temporada foi marcada pela revelação de novos talentos, a exemplo da própria Neneca (responsável por 287 pontos, oitava maior marca da competição segundo dados da CBV), da ponteira Ellen (Pinheiros) e da também ponteira Gabi (Unilever), que com apenas 18 anos enfrentou a responsabilidade de virar bolas fundamentais no maior clássico nacional. 
A participação estrangeira esteve bastante representativa: contamos com a búlgara Vasileva (Vôlei Amil), as americanas Logan Tom (Unilever) e Danielle Scott (Banana Boat/Praia Clube), as cubanas Daymi Ramirez (Vôlei Amil) e Herrera (Banana Boat/Praia Clube) e a canadense Sarah Pavan, que defendeu o Unilever e obteve 325 pontos, terminando como terceira maior pontuadora. Em entrevista, Bernardinho explicou que o vôlei nacional está valorizado: “Foi muito difícil, o mercado está muito inflacionado, com uma competitividade muito elevada. Tivemos que ir ao mercado externo para tentar reforçar a equipe”. 
Agora começam as especulações acerca das contratações para a próxima temporada e dos nomes a serem chamados para integrar a seleção, que participa da Montreux Volley Masters, na Suíça, a partir de 28 de maio, mas esse assunto fica para a próxima publicação.
Anúncios

Deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s